Janeiro roxo: Bahia registrou mais de 1,5 mil casos de hanseníase, em 2022

O hanseníase tem cura. Os medicamentos estão disponíveis ,gratuitamente, nas redes públicas de saúde. Apesar disso, a doença não foi erradicada no Brasil. Na Bahia, foram registrados, no ano passado, 1.537 casos, segundo dados da Secretaria de Saúde (SESAB). Entre 2019 e 2022, foram 6.608. Para combater o preconceito e informar sobre o diagnóstico precoce foi criado o Dia Mundial de Combate à Hanseníase que é celebrado no próximo dia 29.

Os sintomas da doença começam com manchas escuras pelo corpo. Com o tempo, a pele fica sem sensibilidade, com sensação de formigamento em mãos e pés, caroços no corpo e diminuição da força muscular.

A bactéria que causa a doença é chamada Mycobacterium leprae é a repsonsável pela hanseníase, mas apenas 5% das pessoas que entram em contato com o microorganismo desenvolvem a doença no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. 

“Cerca de 90% das pessoas são imunes, mas parece haver alguma predisposição geneticamente herdada em pessoas que evoluem com a doença”, explica o médico dermatologista Gleison Duarte. Na Bahia, o número de pessoas com a doença permanece estável, com uma pequena redução entre 2019 e os anos seguintes, o que pode ser resultado de uma subnotificação durante a pandemia. 

Fonte: SESAB

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